quarta-feira, 31 de março de 2021

Resenha: Dezenove Luas (Beautiful Creatures #4)


 


Título: Dezenove Luas

 

 

Autoras: Kami Garcia e Maragreth Stohl

 

 

Páginas: 322

 

 

Editora: Galera Record

 

 

Gênero: Fantasia/Romance

 

 

Onde comprar: Amazon

 

 

Dezenove Luas é o capítulo final da saga Beautiful Creatures e traz os personagens já conhecidos, mas com o grande destaque da vez para Ethan que devido aos acontecimentos do terceiro livro terem um papel mais importante ainda no final do ciclo da história, nessa narrativa o leitor acompanha a saga de Ethan tentado voltar para casa e para sua namorada.

 

Um ponto bastante interessante da narrativa é que é dividido em três livros. O primeiro é narrado por Ethan, o segundo por Lena e o último também por Ethan. A maneira como as autoras conseguiram conectar os acontecimentos em dois lugares diferentes e ainda sim dar toda a visão do contexto disso e do cenário torna a história muito mais épica, além de tornar a relação dos personagens mais verdadeira e forte.




 

Apesar de nos primeiros livros Lena não ter sido a protagonista mais carismática, é inegável que ter a perspectiva dela das situações e acompanhá-la em sua jornada pessoal contribui para que o leitor crie empatia pela personagem e o amor dela por Ethan faz tudo parecer mais crível, ou seja, finalmente o apelo da presença dela é muito grande apesar de não ser o grande foco da trama, mas sim a batalha de Ethan.

 

Com um final épico e agridoce, que dá destaque a quem deve, Dezenove Luas encerra a saga Beautiful Creatures de maneira brilhante e, apesar de suas semelhanças com outras sagas de fantasia, consegue ter a própria identidade e apresentar um universo muito rico com personagens cativantes.

 

NOTA:



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domingo, 28 de março de 2021

Resenha: Sombra e Ossos (Trilogia Grisha #1)




Título: Sombra e Ossos

 

Autoras: Leigh Bardugo

 

Páginas: 288

 

Editora: Gutenberg

 

Gênero: Fantasia/Romance

 

Onde comprar: Amazon/Amazon (Edição Nova)

 

Alina Starkov é uma jovem órfã de guerra que nunca esperou muito da vida além do pouco conforto que recebia e a amizade de Maly, seu melhor amigo, entretanto a vida da moça parece ter o rumo completamente mudado quando ela desperta atenção do Darkling com um poder raro do qual ela não tinha conhecimento. Assim, Alina inicia sua jornada.

 

A premissa de Sombra e Ossos é bastante interessante, apesar de alguns clichês do gênero, e apresenta um cenário instigante para o leitor. Além disso, uma jornada da heroína é algo relativamente incomum, pois a maioria das histórias de fantasia com essas temáticas e nesse formato tem protagonistas masculinos, entretanto, o desenvolvimento da personagem não segue muito em frente, outro ponto que incomoda é que Alina é extremamente manipulável o que não condiz com as condições nas quais ela foi criada.




 

Apesar desses pontos, a protagonista é carismática, já não se pode dizer o mesmo de seu companheiro, Maly, porém, o personagem que mais chama atenção sem dúvidas é o Darkling. Ainda que seja bastante duvidoso, Leigh Bardugo conseguiu construir alguém carismático, sedutor e ao mesmo tempo assustador. Ter um personagem imprevisível assim enriquece a narrativa.

 

Sombra e Ossos tem certas falhas de desenvolvimento de personagens, mas mesmo assim é a porta de entrada para o universo Grisha e deixa pontas soltas que abrem possibilidades de grande expansão narrativa, além de ter cenários majestosos e lutas que desafiam até a imaginação do leitor. 

 

NOTA:  



  

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sexta-feira, 26 de março de 2021

Resenha: A Inquilina de Wildfell Hall




 Título: A Inquilina de Wildfell Hall




Autoras: Anne Brontë




Páginas: 643




Editora: Martin Claret




Gênero: Romance




Onde comprar: Amazon




A Inquilina de Wildfell Hall é um romance de Anne Brontë que conta a história da misteriosa Sra. Graham, uma viúva que se muda para Wildfell Hall com seu filho Arthur e chama a atenção da cidade por se portar de maneira diferente dos costumes considerados corretos, assim, ela chama atenção do Sr. Markham, um jovem bastante curioso e obstinado.



A narrativa de Anne Brontë, apesar de ter sido escrita em uma época na qual as mulheres tinham ainda menos direitos do que hoje, traz diversos aspectos do julgamento direcionado às mulheres até hoje. Um dos aspectos mais interessantes é a construção dos personagens, a protagonista é colocada de maneira misteriosa e o próprio leitor só descobre os fatos sobre ela junto com o protagonista.





Já o Sr. Markham tem uma energia bastante diferente, além de ser um narrador masculino, algo não muito comum no gênero, a história muda totalmente quando ele tem acesso a um compilado de informações que transformam a experiência de quem está lendo utilizando a metalinguagem e conta mais uma história além da principal, mas que é imprescindível para o entendimento da primeira.


Apesar de interessante, a leitura pode se tornar densa e um pouco cansativa por explorar duas histórias longas, mas, A Inquilina de Wildfell Hall é um romance a frente de seu tempo que explora as relações humanas e a maneira como as mulheres eram e, em alguns aspectos, ainda são tratadas na sociedade, além de apresentar protagonistas interessantes e um romance de aquecer o coração.



NOTA:




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segunda-feira, 22 de março de 2021

American Gods | Terceira temporada desenvolve personagens e cria ganchos




Título: American Gods

 

 

Título original: American Gods

 

 

Ano de lançamento: 2021

 

 

Gênero: Ficção/Aventura/Super-herói

 

 

Criadores: Bryan Fuller e Michael Green

 

 

País de origem: Estados Unidos

 

 

Duração: 10 episódios

 

 Disponível em: Amazon Prime Video

 


Hoje, 22 de março, foi lançado o último episódio da terceira temporada de American Gods. A série é baseada no livro homônimo de Neil Gaiman que também é produtor executivo da série original Prime Video. O terceiro ano de American Gods conta com 10 episódios que foram lançados semanalmente às segundas-feiras.

 

Com o ritmo mais lento que lembra bastante a primeira temporada, o terceiro ano da série conta várias histórias ao mesmo tempo. O público pode acompanhar Laura Moon, Shadow Moon, Wednesday, Bilquis, Salim e Techboy em suas próprias jornadas, algumas vezes se esbarrando uns nos outros, e outras seguindo seus caminhos sozinhos.



 

Apesar do ritmo denso, já conhecido pelos fãs da série, a terceira temporada de American Gods trouxe muito desenvolvimento de personagens. É notável que os maiores arcos são de Laura Moon e Shadow Moon. Laura decide tomar as rédeas da própria vida — ainda que nem sempre isso dê muito certo — e cria uma relação muito forte com Salim, além disso, ela também conhece alguém novo bastante interessante.

 

Já Shadow Moon parece bastante engajado em conhecer e aceitar o próprio destino, e tudo isso parece se conectar com outros deuses, como Bilquis que, apesar de perder destaque nos últimos episódios, tem um papel bastante importante para a continuação e inseriu outros assuntos extremamente interessantes para a trama.

 

A terceira temporada de American Gods mantém o padrão visual primoroso dos anos anteriores e aprofunda mais a história, que apesar de densa, mantém o espectador imerso e interessado para no final abrir dois grandes ganchos para a continuação. Espetacular!


NOTA:


Assista ao trailer da 3ª temporada de American Gods:



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sexta-feira, 19 de março de 2021

Primeiras Impressões: Falcão e o Soldado Invernal



Hoje, 19 de março, o primeiro episódio de Falcão e o Soldado Invernal foi lançado no Disney+. A minissérie é o segundo lançamento da fase 4 do Universo Cinematográfico da Marvel e mostra como o mundo está alguns meses após os eventos de Vingadores: Ultimato. Apesar da solução dada pelos heróis nesse último capítulo parecer ser a melhor, a nova narrativa apresenta pessoas que não pensam o mesmo.


Primeiras impressões





A divulgação dos trailers da minissérie já foram capazes de mostrar um pouco da ação que a produção deve trazer, mas pouco da história foi revelado. Entretanto, o trailer com um remix majestoso da música Is You Ready do Migos foi suficiente para criar o hype em grande parte da fanbase e nos menos ansiosos também.



O primeiro episódio de Falcão e o Soldado Invernal já traz uma grande cena de abertura cheia de ação, mas sem grandes surpresas para quem já tinha assistido a teasers e trailers. Entretanto, foi iniciada a introdução de um novo personagem que provavelmente será importante no futuro, a julgar pela sua presença nos quadrinhos, porém, não é bom se animar demais com possibilidades, pois o público já teve sua dose de teorias frustradas em WandaVision.





Além disso, o episódio, apesar de mostrar os protagonistas separados, trouxe um lado muito mais pessoal deles, psicológico de um e financeiro e familiar de outro. Esses temas trazem riqueza narrativa para o que poderia somente replicar a fórmula já utilizada em produções do gênero e incluem a possibilidade de novas abordagens e novas maneiras de abordar assuntos neste tipo de minissérie. 



É possível enxergar, ainda que de maneira sutil, uma menção a temas raciais que devem ser explorados ao longo dos seis episódios programados para a minissérie. O fato é que Falcão e Soldado Invernal já deixa uma ótima primeira impressão trazendo qualidade cinematográfica e narrativa para o mundo do streaming.



Os episódios de Falcão e o Soldado Invernal vão ao ar toda sexta-feira no Disney+



Assista ao trailer de Falcão e o Soldado Invernal:



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quinta-feira, 18 de março de 2021

Resenha: Dezoito Luas (Beautiful Creatures #3)




 Título: Dezoito Luas



Autoras: Kami Garcia e Margareth Stohl


 

Páginas: 406


 

Editora: Galera Record


 

Gênero: Romance/Fantasia


 

Onde comprar: Amazon 



Dezoito Luas é o terceiro livro da saga Beautiful Creatures e pode-se dizer que traz um dos maiores clímax de toda a história desse universo. A narrativa retrata como ficou a cidade de Gatlin após os eventos do segundo livro. Apesar do casal protagonista estar em evidência novamente, as coisas parecem ficar cada vez mais difíceis e uma espécie de Apocalipse está cada vez mais próximo.



Um dos melhores livros da saga e que traz novas resoluções para os personagens principais e secundários, Dezoito Luas explora bastante a coexistência do bem e do mal e o desequilíbrio do mundo conjurador. É muito interessante a maneira como as autoras descrevem a situação da cidade e dos próprios não-mortais, pois é possível materializar toda a situação problemática que os personagens estão passando.






Ethan tem uma participação muito mais importante nessa narrativa, além de finalmente Lena se mostrar uma personagem mais carismática. Muito disso se deve à evolução da personagem frente aos problemas e ao seu relacionamento com o protagonista. Tudo isso dá veracidade aos acontecimentos mais extremos e o leitor se vê envolvido e tenso a cada página.


Dezoito Luas é sombrio, tenso e tem uma reviravolta e ganchos no final que fazem quem está lendo querer ir direto para a sequência, pois as autoras brincam com o próprio universo da saga tomando decisões que ninguém imaginaria que tomariam. O livro é uma dose de seriedade ainda maior na saga e cria uma atmosfera melancólica e assustadora dando ao protagonista o destaque que merece.


NOTA:





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terça-feira, 16 de março de 2021

Resenha: Agora e Para Sempre, Lara Jean




 Título: Agora e Para Sempre, Lara Jean

 

Autora: Jenny Han


 

Páginas: 304


 

Editora: Intrínseca


 

Gênero: Romance/Young Adult


 

Onde Comprar: Amazon (avulso)/Amazon (box)



Agora e Para Sempre, Lara Jean é o  terceiro livro da série Para Todos Os Garotos Que Já Amei e é a finalização da história de Lara Jean e Peter Kavinski, mas principalmente da protagonista, pois como o próprio título indica, apesar do romance do casal principal ser um dos grandes focos de toda a série, esse último livro é muito sobre ela.


A narrativa acompanha Lara Jean em seu último ano na escola. Diversas decisões precisam ser tomadas, como qual faculdade fazer, longe ou perto, ficar com Peter ou não e quais as possibilidades que a protagonista pode tomar para a própria vida no fim de um ciclo como o ensino médio. Nesse contexto a história se desenvolve e mostra o casal enfrentando dificuldade, além de apertar laços de personagens secundários.






Um dos pontos mais interessantes é observar a real evolução dos personagens. A autora cria uma atmosfera na qual é possível enxergar todas as inseguranças deles e todas as evoluções, além de trazer o clima de ruptura da adolescência que o último ano do Ensino Médio propõe a todos que passam por ele, o livro também mostra o fortalecimento do relacionamento dos protagonistas e apresenta uma jornada de autoconhecimento de Lara Jean.


Jenny Han traz inovações para o gênero ao abordar diversos tipos de amor, inclusive o próprio, além de abordar temáticas tão conhecidas de maneira realista, entretanto sem confundir realidade com pessimismo. Agora e Para Sempre, Lara Jean fala sobre amor, decisões e sobre crescer. 


NOTA:







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