quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Cheio de aventura, Enola Holmes fala sobre liberdade


 


Título: Enola Holmes



Título original: Enola Holmes



Data de lançamento: 23 de setembro de 2020



Gênero: Aventura, Crime, Drama



Direção: Harry Bradbeer



Países de origem: Inglaterra



Duração: 2h 3min



Disponível em: Netflix



Enola Holmes é um lançamento original Netflix e acompanha a história da irmã de Mycroft (Sam Claflin) e Sherlock Holmes (Henry Cavill), a garota foi criada pela mãe dos três, a Sra. Holmes (Helena Bonham Carter), entretanto, diferente de outras meninas, ela recebeu educação sobre esportes, lutas e liberdade, algo que claramente a sociedade não destinava às mulheres na época.


Porém, a busca de Enola (Millie Bobby Brown) começa quando ela descobre que sua mãe desapareceu, aparentemente sem deixar vestígios. A garota decide procurar a mãe e fugir do destino que Mycroft quer para ela, o de ser uma mulher educada para o casamento, então na viagem de trem ela conhece o jovem Visconde Tewkesbury (Louis Partridge), um rapaz que precisará da sua ajuda para manter-se vivo.





A narrativa usa o recurso interessante de quebra da quarta parede, aliás, a quarta parede chega a nem existir no longa e é um recurso bem utilizado por Millie Bobby Brown, a atriz soube se adequar ao estilo e mostrou mais uma vez que sabe interpretar muito mais do que Eleven de Stranger Things. A protagonista cativa o espectador com a personagem criada por Nancy Springer e foge dos padrões da obra de Sir Arthur Conan Doyle.


O espectador precisa estar com a mente aberta para o filme, pois o universo dos Holmes é bem diferente da obra original que inspirou a escritora a criar a personagem, uma garota livre e que acredita nos ideais de direitos das mulheres, assim como um Sherlock emotivo e preocupado com o bem-estar da irmã, isso foi extremamente ajudado pelo carisma excepcional de Henry Cavill, mas o personagem foi menos aproveitado do que poderia no longa.



Outro ponto positivo é a química da protagonista com qualquer pessoa que contracena, com destaque para o Visconde Tewkesbury (Louis Partridge), os dois têm uma presença e química em cena sensacionais e o ator é muito carismático. Um casal aspirante pelo qual vale a pena torcer, seja pela vida ou pela esperança de um romance.


Ainda que Louis e Millie tenham sido muito bem aproveitados, Helena Bonham Carter não teve o mesmo destaque, infelizmente a ótima atriz ficou apenas em flashbacks, com poucas falas e com sua personagem misteriosa, até demais, guardada como uma cereja do bolo. Algo que sinceramente, poderia não ter sido dessa forma. 


Vale ressaltar também o belo trabalho de Sam Claflin que de galã passou a vilão odiável e mostrou uma ótima atuação. Enola Holmes é divertido, fala sobre liberdade, flerta com o feminismo moderno e adiciona um toque charmoso e cheio de aventura ao universo de Sherlock Holmes, com uma irmã mais nova que por vezes parece ser mais esperta que ele.


NOTA:




Assista ao trailer:



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