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segunda-feira, 22 de março de 2021

American Gods | Terceira temporada desenvolve personagens e cria ganchos




Título: American Gods

 

 

Título original: American Gods

 

 

Ano de lançamento: 2021

 

 

Gênero: Ficção/Aventura/Super-herói

 

 

Criadores: Bryan Fuller e Michael Green

 

 

País de origem: Estados Unidos

 

 

Duração: 10 episódios

 

 Disponível em: Amazon Prime Video

 


Hoje, 22 de março, foi lançado o último episódio da terceira temporada de American Gods. A série é baseada no livro homônimo de Neil Gaiman que também é produtor executivo da série original Prime Video. O terceiro ano de American Gods conta com 10 episódios que foram lançados semanalmente às segundas-feiras.

 

Com o ritmo mais lento que lembra bastante a primeira temporada, o terceiro ano da série conta várias histórias ao mesmo tempo. O público pode acompanhar Laura Moon, Shadow Moon, Wednesday, Bilquis, Salim e Techboy em suas próprias jornadas, algumas vezes se esbarrando uns nos outros, e outras seguindo seus caminhos sozinhos.



 

Apesar do ritmo denso, já conhecido pelos fãs da série, a terceira temporada de American Gods trouxe muito desenvolvimento de personagens. É notável que os maiores arcos são de Laura Moon e Shadow Moon. Laura decide tomar as rédeas da própria vida — ainda que nem sempre isso dê muito certo — e cria uma relação muito forte com Salim, além disso, ela também conhece alguém novo bastante interessante.

 

Já Shadow Moon parece bastante engajado em conhecer e aceitar o próprio destino, e tudo isso parece se conectar com outros deuses, como Bilquis que, apesar de perder destaque nos últimos episódios, tem um papel bastante importante para a continuação e inseriu outros assuntos extremamente interessantes para a trama.

 

A terceira temporada de American Gods mantém o padrão visual primoroso dos anos anteriores e aprofunda mais a história, que apesar de densa, mantém o espectador imerso e interessado para no final abrir dois grandes ganchos para a continuação. Espetacular!


NOTA:


Assista ao trailer da 3ª temporada de American Gods:



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sexta-feira, 19 de março de 2021

Primeiras Impressões: Falcão e o Soldado Invernal



Hoje, 19 de março, o primeiro episódio de Falcão e o Soldado Invernal foi lançado no Disney+. A minissérie é o segundo lançamento da fase 4 do Universo Cinematográfico da Marvel e mostra como o mundo está alguns meses após os eventos de Vingadores: Ultimato. Apesar da solução dada pelos heróis nesse último capítulo parecer ser a melhor, a nova narrativa apresenta pessoas que não pensam o mesmo.


Primeiras impressões





A divulgação dos trailers da minissérie já foram capazes de mostrar um pouco da ação que a produção deve trazer, mas pouco da história foi revelado. Entretanto, o trailer com um remix majestoso da música Is You Ready do Migos foi suficiente para criar o hype em grande parte da fanbase e nos menos ansiosos também.



O primeiro episódio de Falcão e o Soldado Invernal já traz uma grande cena de abertura cheia de ação, mas sem grandes surpresas para quem já tinha assistido a teasers e trailers. Entretanto, foi iniciada a introdução de um novo personagem que provavelmente será importante no futuro, a julgar pela sua presença nos quadrinhos, porém, não é bom se animar demais com possibilidades, pois o público já teve sua dose de teorias frustradas em WandaVision.





Além disso, o episódio, apesar de mostrar os protagonistas separados, trouxe um lado muito mais pessoal deles, psicológico de um e financeiro e familiar de outro. Esses temas trazem riqueza narrativa para o que poderia somente replicar a fórmula já utilizada em produções do gênero e incluem a possibilidade de novas abordagens e novas maneiras de abordar assuntos neste tipo de minissérie. 



É possível enxergar, ainda que de maneira sutil, uma menção a temas raciais que devem ser explorados ao longo dos seis episódios programados para a minissérie. O fato é que Falcão e Soldado Invernal já deixa uma ótima primeira impressão trazendo qualidade cinematográfica e narrativa para o mundo do streaming.



Os episódios de Falcão e o Soldado Invernal vão ao ar toda sexta-feira no Disney+



Assista ao trailer de Falcão e o Soldado Invernal:



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sexta-feira, 5 de março de 2021

Wandavision inaugura novo arco no MCU e aposta na carga dramática

 




Título: Wandavision

 

 

Título original: Wandavision

 

 

Ano de lançamento: 2021

 

 

Gênero: Ficção/Aventura/Super-herói

 

 

Criadora: Jac Schaeffer

 

 

País de origem: Estados Unidos

 

 

Duração: 9 episódios

 

 

Disponível em: Disney+

 

 

Wandavision é uma minissérie que mostra a vida do casal Wanda (Elizabeth Olsen) e Visão (Paul Bettany), dois dos Vingadores, após os eventos de Vingadores: Ultimato. Entretanto a série apresenta um formato diferente apresentando uma trama leve, mas sempre com um toque de mistério e levando o espectador a crer que há mais do que está sendo mostrado.

 

O formato da série é bastante interessante, quase todos os episódios homenageiam sitcoms de uma época distinta. Portanto, além da série seguir esse formato na maioria dos episódios,  há também diversas referências a grandes sucessos da televisão como Dick Van Dyke, The Office, Modern Family, Malcom In The Middle, entre outras. 


 



O desenvolvimento dos personagens, principalmente de Wanda, é algo bem explorado, pois todos eles servem como uma espécie de guia para o público entender exatamente o que está acontecendo e porquê. Apesar de cheio de mistérios, nos últimos episódios há alguns diálogos expositivos, que são totalmente justificáveis, apresentando a real situação daquela realidade.

 

Além disso a série apresenta uma nova dinâmica entre personagens que não interagiam anteriormente e apresenta novos que devem interferir no futuro do Universo Cinematográfico da Marvel, sejam como possíveis heróis ou possíveis vilões no próximo grande arco desse universo.

 




Apesar de um ótimo desenvolvimento e cenas muito bem feitas, o roteiro falha em descartar o potencial de um personagem que poderia trazer muito mais complexidade para a história e para o universo em geral, ao invés disso prefere fazer um fanservice morno que em nada acrescenta para o enredo e deixa um gosto amargo na boca.

 

Ainda que não tenha trazido tantos elementos que abririam possibilidades no Universo Cinematográfico da Marvel, desde os mais impossíveis imaginados pelos fãs aos que seriam mais coerentes e mesmo assim não foram utilizados, Wandavision aposta no arco dramático e na construção do que será a personagem da Feiticeira Escarlate na próxima fase desse universo contando com ótimas atuações e muito carisma do elenco, mas com um roteiro que não se arrisca tanto.


NOTA:


Assista ao trailer de Wandavision:



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quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Primeira temporada de Bom Dia, Verônica traz atuações incríveis e violência

 




Título: Bom Dia, Verônica

 

Título original: Bom Dia, Verônica

 

Ano de lançamento: 2020

 

Gênero: Ficção, Thriller, Drama

 

Criador: Raphael Montes

 

País de origem: Brasil

 

Duração: 8 episódios

 

Disponível em: Netflix

 

Antes de você começar a ler essa resenha, saiba que a série lida com assuntos muito sensíveis que podem ser gatilho para muitas pessoas. Portanto, se você se sente desconfortável com esses assuntos como violência, depressão, por favor, não continue lendo.



Baseado em um livro homônimo, Bom Dia, Verônica acompanha a escrivã de uma delegacia de polícia, Verônica Torres (Tainá Müller). A aspirante à investigadora se vê em um ponto decisivo quando presencia o suicídio de uma mulher que procurava ajuda, mas que se viu em uma espiral de desespero. Após esse momento trazer lembranças de um passado obscuro, Verônica decide usar suas habilidades investigativas para ajudar outras mulheres.


A narrativa traz dois casos quase que simultâneos, um golpista que engana mulheres e as deixa desmoralizadas, além de usar um produto químico para fazê-las ficarem com a boca marcada em uma tentativa de maior humilhação das vítimas. Em paralelo, o espectador conhece a vida de Janete (Camila Morgado), esposa de Brandão (Eduardo Moscovis), um Tenente Coronel da Polícia, à primeira vista parece um caso de violência doméstica, mas a protagonista vai descobrir uma vida dupla do policial.



A série tem um clima extremamente pesado psicologicamente e fala sobre os tipos de violência os quais a mulher está exposta todos os dias, além disso, o machismo com qual são tratadas, até mesmo por outras mulheres, como é o caso da personagem Anita (Elisa Volpatto), que destrata outras mulheres e sempre tenta culpar a vítima.


Em contrapartida, Verônica é compreensiva e sempre tenta ajudar. Um dos pontos mais interessantes é que mesmo que a protagonista seja muito destemida, o que pode ser considerado fora do normal, ela ainda é muito humanizada, tem defeitos, uma família para se preocupar e isso ajuda na identificação do público com a personagem, tudo isso bem feito com a ótima interpretação de Tainá Müller.



 

O outro núcleo que dá ritmo à série traz Janete, uma mulher atormentada pela vida que leva com o marido, em um misto de sentimento de culpa e de cumplicidade misturado ao medo. A atriz Camila Morgado traz uma interpretação impecável da complexa personagem, que por vezes transparece todo seu sentimento apenas com um olhar.

 

Eduardo Moscovis também não fica para trás com seu show de interpretação que faz qualquer espectador esquecer sua pose de galã bonzinho tão conhecida das novelas. Ele consegue ser assustador, mesmo quando não pratica violência física e nada deixa a dever a atores estrangeiros que interpretaram o mesmo tipo de papel.



 

Nos dois últimos episódios há uma quebra de direção na história, para criar o gancho para a segunda temporada, entretanto, a maneira como alguns personagens foram finalizados é decepcionante, mesmo assim, Bom Dia, Verônica tem um ritmo incrível, capaz de deixar o espectador aterrorizado ao ouvir um clássico do Art Popular, além de um roteiro eletrizante e assuntos pertinentes.


NOTA:



 

Assista ao trailer de Bom Dia, Verônica:


 

Se você, mulher, sofre violência doméstica ou se você vizinho, amigo, conhecido sabe de alguma mulher em situação de perigo, ligue para 180 e denuncie. Salve vidas!


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sábado, 29 de agosto de 2020

Chadwick Boseman: um adeus ao eterno Pantera Negra


 


Chadwick Boseman era ator, diretor, roteirista, pai, amigo, marido, filho e inspiração para muitas pessoas ao redor do mundo e nos deixou muito cedo, aos 43 anos, após lutar durante quatro anos contra um câncer de cólon. O eterno Pantera Negra nasceu em Anderson, na Carolina do Sul e frequentou a Howard University, sendo formado em Belas Artes.



O primeiro trabalho de Boseman foi na televisão, em uma aparição em um episódio de Third Watch, em 2003, mas ganhou visibilidade quando interpretou Jack Robinson em 42 – A História de Uma Lenda, em 2013. Após isso, sua carreira cresceu ainda mais e o ator mostrou grande talento também interpretando James Brown em Get On Up: A História de James Brown em 2016, trabalho que abriu portas para papéis futuros.






Com certeza o que apresentou Chadwick para o mundo foi o personagem da Marvel, Pantera Negra. T’Challa, rei do país fictício chamado Wakanda, teve sua primeira aparição no Universo Cinematográfico Marvel em 2016, no filme Capitão América: Guerra Civil, no qual o personagem já é apresentado na posição de Pantera Negra. Já em 2018, o herói ganhou seu primeiro filme solo, extremamente elogiado pelo público e crítica.



Além disso, o personagem também apareceu nos grandes Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores: Ultimato, esse último que é atualmente a maior bilheteria da história do cinema e T’Challa cada vez mais se tornou um personagem amado pelo público. Pantera Negra foi um filme importantíssimo no quesito representatividade, Chadwick sabia dessa importância e com certeza fez o seu melhor para ser fiel à filosofia do rei e em respeito à cultura de países africanos que permeia a mitologia da narrativa.




Boseman também estava atuando, juntamente com Viola Davis, em um filme que está marcado para ser lançado ainda em 2020. O ator também apareceria ainda na animação What If… dublando Pantera Negra, no Disney+, e tinha a produção de Pantera Negra 2 já marcada, o filme estrearia em 2021.



Chadwick foi um excelente artista e que lutou, em segredo, contra uma forte doença sem jamais desistir, em meio à sua luta visitou hospitais com crianças que passavam pelo mesmo que ele, porque não perdia a esperança, porque acima de um rei, T’Challa é um guerreiro, assim como Chadwick Boseman que jamais será esquecido.



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