quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Primeira temporada de Bom Dia, Verônica traz atuações incríveis e violência

 




Título: Bom Dia, Verônica

 

Título original: Bom Dia, Verônica

 

Ano de lançamento: 2020

 

Gênero: Ficção, Thriller, Drama

 

Criador: Raphael Montes

 

País de origem: Brasil

 

Duração: 8 episódios

 

Disponível em: Netflix

 

Antes de você começar a ler essa resenha, saiba que a série lida com assuntos muito sensíveis que podem ser gatilho para muitas pessoas. Portanto, se você se sente desconfortável com esses assuntos como violência, depressão, por favor, não continue lendo.



Baseado em um livro homônimo, Bom Dia, Verônica acompanha a escrivã de uma delegacia de polícia, Verônica Torres (Tainá Müller). A aspirante à investigadora se vê em um ponto decisivo quando presencia o suicídio de uma mulher que procurava ajuda, mas que se viu em uma espiral de desespero. Após esse momento trazer lembranças de um passado obscuro, Verônica decide usar suas habilidades investigativas para ajudar outras mulheres.


A narrativa traz dois casos quase que simultâneos, um golpista que engana mulheres e as deixa desmoralizadas, além de usar um produto químico para fazê-las ficarem com a boca marcada em uma tentativa de maior humilhação das vítimas. Em paralelo, o espectador conhece a vida de Janete (Camila Morgado), esposa de Brandão (Eduardo Moscovis), um Tenente Coronel da Polícia, à primeira vista parece um caso de violência doméstica, mas a protagonista vai descobrir uma vida dupla do policial.



A série tem um clima extremamente pesado psicologicamente e fala sobre os tipos de violência os quais a mulher está exposta todos os dias, além disso, o machismo com qual são tratadas, até mesmo por outras mulheres, como é o caso da personagem Anita (Elisa Volpatto), que destrata outras mulheres e sempre tenta culpar a vítima.


Em contrapartida, Verônica é compreensiva e sempre tenta ajudar. Um dos pontos mais interessantes é que mesmo que a protagonista seja muito destemida, o que pode ser considerado fora do normal, ela ainda é muito humanizada, tem defeitos, uma família para se preocupar e isso ajuda na identificação do público com a personagem, tudo isso bem feito com a ótima interpretação de Tainá Müller.



 

O outro núcleo que dá ritmo à série traz Janete, uma mulher atormentada pela vida que leva com o marido, em um misto de sentimento de culpa e de cumplicidade misturado ao medo. A atriz Camila Morgado traz uma interpretação impecável da complexa personagem, que por vezes transparece todo seu sentimento apenas com um olhar.

 

Eduardo Moscovis também não fica para trás com seu show de interpretação que faz qualquer espectador esquecer sua pose de galã bonzinho tão conhecida das novelas. Ele consegue ser assustador, mesmo quando não pratica violência física e nada deixa a dever a atores estrangeiros que interpretaram o mesmo tipo de papel.



 

Nos dois últimos episódios há uma quebra de direção na história, para criar o gancho para a segunda temporada, entretanto, a maneira como alguns personagens foram finalizados é decepcionante, mesmo assim, Bom Dia, Verônica tem um ritmo incrível, capaz de deixar o espectador aterrorizado ao ouvir um clássico do Art Popular, além de um roteiro eletrizante e assuntos pertinentes.


NOTA:



 

Assista ao trailer de Bom Dia, Verônica:


 

Se você, mulher, sofre violência doméstica ou se você vizinho, amigo, conhecido sabe de alguma mulher em situação de perigo, ligue para 180 e denuncie. Salve vidas!


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