quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Resenha: O Médico e o Monstro



 


Título: O Médico e o Monstro




Autor: Robert Louis Stevenson




Páginas: 128




Editora: Melhoramentos




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O Médico e o Monstro é uma narrativa que se passa em Londres, no século XIX e acompanha o mistério da amizade entre o Dr. Henry Jekyll, um médico bem-sucedido e renomado na Inglaterra, e Mr. Hyde, um homem estranho e misterioso que desperta péssimas sensações por onde passa e é repugnante aos olhos de todos. Isso desperta a curiosidade do advogado Mr. Utterson que vai tentar descobrir mais sobre a relação entre os dois.


Essa narrativa é um dos grandes clássicos do horror e lembra bastante, em algumas partes, obras de Edgar Allan Poe e traz uma ficção misturada com suspense que mantém o leitor imerso no universo da história e pronto para investigar junto com o personagem de Utterson. A história em si é bastante curta o que dificulta certo desenvolvimento dos personagens e certas explicações que poderiam ter sido mais bem especificadas.





É interessante a utilização de cartas e da investigação de Mr. Utterson para levar o leitor em meio ao mistério que permeia a narrativa, todas as dúvidas dele em relação à amizade entre o médico e o homem considerado aterrorizante por todos. O personagem vê uma oportunidade de descobrir todos esses mistérios quando Mr. Hyde é acusado de um crime gravíssimo e o advogado pretende salvar o amigo da má companhia.


Todo o desenrolar dessa investigação é convidativo e certamente envolve o leitor, lembra bastante os romances policiais no aspecto de resolução de mistérios, algo que enriquece muito a narrativa, na qual o autor demonstra ser capaz de passear por diversos gêneros literários sem perder o cerne da história que está contando. Todos esses detalhes, certamente foram aproveitados em diversas produções inspiradas por esse clássico do horror e suspense.


Ainda que curta, a história mostra o grande talento do autor em mostrar a dualidade dos personagens tão diferentes, um é a encarnação do bem, aos olhos do mundo, e o outro a do mal, porém, além de servir como analogia à certas condições psicológicas, a história de amizade entre Dr. Jekyll e Mr. Hyde é capaz de mostrar que nem tudo pode ser polarizado e que todos têm seus respectivos momentos de bondade e maldade, entretanto, cabe a cada um decidir a qual se entregar.


NOTA: 9/10

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