segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Resenha: A Revolução dos Bichos

 




Título: A Revolução dos Bichos

 

 

Autor: George Orwell

 

 

Páginas: 152

 

 

Editora: Companhia das Letras

 

 

Gênero: Fábula/Distopia/Ficção

 

 

Onde comprar: A Livraria (em Altamira-PA, pronta entrega) // Amazon (resto do Brasil)

 

 

A Revolução dos Bichos é uma fábula sobre poder, ambientada em uma granja, a história acompanha a jornada dos animais residentes desse lugar que resolvem se revoltar contra os humanos que os escravizam em busca de dinheiro. Publicado em 1945, o livro é uma sátira clara à ditadura de Stalin.

 

O livro apresenta uma narrativa muito interessante, à primeira vista o leitor imagina que o inimigo é o humano que controla a granja, e nunca deixa de ser um, mas ao resolver esse problema nos primeiros capítulos a história dá uma virada e mostra que os animais enfrentarão problemas ainda maiores.

 

Pode-se perceber um golpe do personagem Napoleão contra Bola-de-Neve. Após esse evento, Napoleão passa a ser o governante da granja, o porco sempre traz o discurso de querer melhorias para seus iguais, mas claramente consegue e aproveita coisas em benefício próprio, em resumo, as regras que valem para os outros não valem para ele.

 




Essa reflexão é muito interessante e se encaixa, tristemente, nos dias atuais. O endeusamento de governantes que manipulam a memória histórica do povo e mudam regras a seu bel prazer, enquanto a fome e o cansaço passam a ser as únicas preocupações de quem está sendo explorado, nesse caso, os animais que não são os porcos.

 

Outro ponto interessante é que Napoleão demoniza tudo que é relacionado à oposição e sempre relaciona todas as problemáticas a Bola-de-Neve, que mesmo sem aparecer nos cenários descritos continua sendo acusado de ser culpado por todos os infortúnios existentes. A narrativa mostra sobre quem age, quem é iludido e pior, quem se omite.

 

A Revolução dos Bichos é uma narrativa pesada e gráfica, além de criticar diversos governos, vigentes ou não. Em poucas páginas mostra como se faz um clássico e escancara a triste realidade de: “Todos os bichos são iguais, mas alguns bichos são mais iguais que outros”.

 

NOTA:



 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário